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O que é religião do Kongo e onde é praticada?


Uma curta resposta para esta pergunta é que qualquer religião praticada em qualquer lugar cujas origens ou uma parte significante destas entre as pessoas que falam Bantu da República do Congo e norte da Angola é uma religião derivada do Kongo. Na realidade é um pouco mais complicado. O Kongo derivado nas Americas às vezes incluem elementos Bantu que não são Kongoleses de tudo e a maioria do Kongo derivou crenças nas Americas que foram influenciados, às vezes muito, pela religião Yorùbá. É claro que, os cultuadores dos Òrìsà absorveram também muito da religião do Kongo. Falando estreitamente, um Kongo ou religião derivada do Kongo é aquela praticada tanto nos Congos quanto entre as pessoas que falam Kongo na vizinhança de Angola, bem como qualquer religião composta predominantemente de elementos do Kongo.

Na África, muitas pessoas em Angola, antigo Zaire, e Congo Brazzaville considerariam uma variedade de tradições Cristãs Independentes como "religião de Kongo". Kimbangism é um exemplo principal deste tipo de religião do Kongo. Também, enquanto no sentido exato uma religião Bantu e não Kongo, muitos elementos da religião Shona tradicional seriam identificados através de religionismo do Kongo como igual à fé deles.

Nas Américas há muitas religiões derivadas do Kongo que ainda são praticadas hoje. Há dois aspectos principais da religião do Kongo que são bastantes distintivas. É praticada trazendo espíritos dos mortos para habitar brevemente os corpos do crentes. O objetivo disto é permitir aos antepassados compartilhar sua sabedoria e poder prover ajuda espiritual e conselhos para os que estão na Terra. Sem exceção, todas estas crenças nas Americas retêm esta característica central da fé do Kongo. A outra característica é o trabalho extenso com os Makisi (plural de Nkisi). Os Makisi são muito parecidos como os Òrìsà da tradição Yorùbá, mas também diferentes. Em Cuba e no Brasil onde a influência Yorùbá era mais forte nas Americas, eles são freqüentemente sincretizados com o Òrìsà. Eles podem ser descritos melhor como sendo tanto os mais antigos antepassados como também sendo associados com poderes específicos na natureza. Os Makisi não tendem a possuir uma mitologia detalhada como os deuses Yorùbá.

No Palo Mayombe cubano, o crente possui um Nganga. Na África, Nganga quer dizer sacerdote. No Palo (Nas Regras do Congo) Nganga é o termo usado para o pote cerâmico ou o caldeirão férreo no qual o Palero ou Palera mantém o espírito aliado. Este é o enfoque da maioria da religião do Kongo cubana. No lado Kongo do Vodu haitiano, as Cestas do Congo tem a mesma função. São derivados ambos de uma prática Kongolesa originaria da África. Estes às vezes são muito decorativos e iguais ao Nganga, podendo até incluir penas. Enquanto o Nganga normalmente é embrulhado com correntes, as Cestas do Congo terá tiras multicores.

Na Jamaica, não sobreviveram tão bem os elementos materiais da fé do Kongo. Os Kumina da Jamaica Oriental retiveram porém a sua percursão e sua dança e ainda incorporam os antepassados para os ajudar. Como o praticante do Kongo de Cuba, eles mantiveram uma quantia grande do idioma do Kongo vivo.

No Brasil tudo tem seu próprio sabor. Há várias religiões derivadas do Kongo. Vários tipos de Candomblés na Bahia são talvez a forma "purista" da tradição do Kongo. Também há, especialmente no sul, a Umbanda baseada em uma mistura de Culto Òrìsà Yorùbá e uma base sólida de Kongo. Quimbanda é talvez a forma mais próxima no Brasil para Palo. Apesar deles não terem nenhum Nganga, outros aspectos das suas tradições são semelhantes.


Nos E.U.A., a religião do Kongo foi sempre mais forte que a Yorùbá. Você se Lembra da Praça do Congo em Nova Orleans, e o Gullah (Angola) da Carolina Islands? Em recentes anos a religião do Kongo começou a voltar aos E.U.A.. O Vodoun haitiano é praticado de costa a costa. O Palo espalhou-se até Miami, Nova Iorque, Nova Jersey, Filadélfia, e em outros lugares. Na Califórnia a Umbanda tem seguidores e há Candomblé em NYC.